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17/01/2012
12:14 Acidentes e invalidez

Casos de invalidez permanente entre trabalhadores vítimas de acidentes de trânsito se multiplicaram por quase cinco entre 2005 e 2010, passando de 31 mil para 152 mil por ano. Nos primeiros nove meses de 2011, houve novo aumento de 52%, para 166 mil, segundo números do DPVAT, seguro obrigatório pago por proprietários de automóveis.
Os dados revelam que a maioria dos acidentados – mais de 70% dos casos em 2011 – usava moto e está em plena idade economicamente ativa (entre 18 e 44 anos).
O quadro preocupa a Previdência Social, que teme ter de arcar com os custos de uma geração de jovens aposentados por incapacidade.
"O que mais tem crescido é a concessão de aposentadoria por invalidez devido a acidentes com motos", diz Leonardo Rolim, secretário de Políticas de Previdência.
Projeções apontam que o INSS gastou R$ 8,6 bilhões com benefícios gerados por acidentes de trânsito. A cifra representa 3,1% de todas as despesas previdenciárias.
(PUBLICADO PELA FOLHA DE S. PAULO)
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07/11/2011
13:13 Falta de capacete e multa

O cartaz do filme "Larry Crowne - O Amor Está de Volta", estrelado por Tom Hanks e Julia Roberts, foi considerado na Espanha um incentivo a direção perigosa, informa o site Hollywood Reporter. No cartaz, Hanks e Roberts estão em uma moto sem usar capacetes. Como consequência, a distribuidora local recebeu de autoridades de trânsito do país uma multa de US$ 41,5 mil. "Quando a multa chegou, pensamos que fosse uma piada", disse um representante da distribuidora Tripictures.
Em 2010, a cantora Shakira recebeu na Espanha uma multa de 400 euros por aparecer em um clipe também dirigindo uma moto sem capacete. Participe, comente | comentários(7
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31/10/2011
12:29 Álcool e saúde pública
O Brasil possui uma moderna e rígida lei contra a associação entre uso de bebidas alcoólicas e direção.
Na prática, qualquer quantia de qualquer tipo de bebida alcoólica é absolutamente contraindicada quando se está na direção de um carro.
A base dessa lei parte da constatação de que a mistura de álcool e direção é perigosa. O risco de acidentes e outras consequências é grande mesmo que muitas pessoas consigam fazer o uso social do álcool, dirigirem e não causarem acidentes.
O álcool deprime as inibições e prejudica os reflexos, embora a sensação que se tem seja de bem-estar, segurança e otimismo. Essas propriedades do álcool fazem dele um perigoso agente de problemas para a saúde pública.
No mundo todo – e aqui também – o bafômetro é usado para medir o teor alcoólico ingerido por motoristas.
O aparelho é capaz de comprovar, em segundos, a dosagem de álcool que existe no ar expirado pelos pulmões do motorista testado.
O paradoxo ocorre quando, no mesmo país, a lei oferece a brecha de que “você não é obrigado a produzir prova contra si”. Ou seja, o motorista, hoje, não é obrigado a soprar o bafômetro.
Nesse cenário de impunidade, temperado com hábeis e eficientes advogados de defesa, tem-se visto, cada vez mais, motoristas embriagados na direção de potentes veículos customizados para velozes estradas europeias.
Eles bebem e dirigem de forma acintosa. Por acreditarem na impunidade, unem álcool e direção – um ato, algumas vezes, assassino.
O Congresso, de forma tímida e, certas vezes, romântica, se dispõe a discutir o assunto, mas como se o tema não fosse urgente. E ele o é.
O Brasil tem uma oportunidade única: colocar, de forma absolutamente exemplar, o interesse da maioria à frente de interesses pessoais.
Para tanto, a sociedade precisa se mobilizar de forma eficiente. Não adianta os governantes administrarem esse problema como se fosse um motorista que tivesse tomado apenas uma dose de álcool. Nesse caso, o rigor e a intolerência estão a serviço da enorme maioria.
Arthur Guerra de Andrade, médico psiquiatra, presidente do Centro de Informação de Saúde e Álcool
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