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22/06/2009
15:02 Evitando acidentes
Algumas dicas para prevenir e evitar acidentes:
Mantenha distância - Fique sempre a uma distância adequada em relação ao carro que segue à frente. À medida que a velocidade aumenta, vá aumentando também a distância, pois precisará de mais espaço para frear, caso surja algum imprevisto. Atente para a distância a que vem o veículo de trás. Se sentir que o motorista está muito colado, mude de pista ou diminua sua velocidade para dar-lhe passagem. Lembre-se: não aceite provocações. Muito cuidado com os veículos de transporte coletivo, escolares e veículos lentos, que podem parar inesperadamente. Quando estiver atrás de um desses veículos, aumente ainda mais a distância que o separa dele.
Evite Colisões por Trás - "Colar" demais no veículo que vai à frente é causa constante de acidentes. Para minimizar os riscos desse tipo de acidentes, há algumas coisas que você pode fazer:
1 - Inspecione com freqüência as luzes de freios para certificar-se de seu bom funcionamento e visibilidade.
2 - Preste atenção ao que acontece em suas costas. Use os espelhos retrovisores.
3 - Sinalize com antecedência quando for virar parar ou trocar de pista.
4 - Reduza a velocidade gradualmente. Evite desacelerações repentinas.
5 - Mantenha-se dentro dos limites de velocidade. Trafegar demasiadamente
devagar pode ser tão perigoso quanto andar muito depressa.
Cuidado com aquaplanagem ou hidroplanagem - A estabilidade de um veículo depende do contato entre os seus pneus e o solo. À medida que a velocidade aumenta, esse contato diminui, devido à falta de aderência entre os pneus e a pista. A falta de aderência do pneu com a pista faz com que o veículo derrape e o condutor perca o controle. Esse processo é chamado de hidroplanagem ou aquaplanagem, que significa que o pneu está rodando sobre uma lâmina d'água, ao invés de rodar sobre o pavimento. O desafio do motorista no dia-a-dia é ter aderência suficiente para combater a inércia, que puxa o automóvel para a frente numa freada, ou para fora da pista, em uma curva. Alta velocidade, pista molhada, pneus mal calibrados e em mau estado de conservação são elementos presentes em ocorrências de aquaplanagem.
Para manter-se livre desses riscos, tome os seguintes cuidados:
1 - Em dias de chuva, reduza a velocidade.
2 - Rode com pneus novos ou em bom estado de conservação, com o mínimo de 1,6mm de banda de rodagem.
3 - Calibre os pneus segundo as especificações do fabricante do veículo. Verifique a calibragem pelo menos uma vez por semana.
4 - Identifique o tipo de pista e assuma velocidade compatível com as condições correntes.
5 - Não queira se aproveitar das poças d'água para 'lavar' seu veículo. Grande
número de acidentes surge daí.
Cuidados com os Pneus - O desgaste dos pneus deve dar-se por igual, tanto no sentido radial quanto transversal. No entanto, há várias causas que provocam um desgaste irregular, mesmo que o pneu esteja calibrado corretamente. A mais comum é o desalinhamento e o mau balanceamento das rodas, o que pode ser corrigido com facilidade. Qualquer boa borracharia poderá resolver o problema a baixo custo. A cada 5.000 quilômetros, é recomendável verificar o balanceamento e a calibragem dos pneus. Um conjunto de rodas desbalanceado pode afetar outras partes mecânicas do veículo como suspensão e os rolamentos, além dos próprios pneus.
Pedestres - O comportamento do pedestre é imprevisível. Para evitar acidentes tenha muita cautela e dê sempre preferência aos pedestres. Problemas com o álcool não são exclusividade de motoristas imprudentes. Pedestres embriagados também são freqüentes e geralmente acabam atropelados. Um estudo recente envolvendo 333 pedestres atropelados revelou que 45% deles estavam alcoolizados. Quase todas as vítimas são pessoas que não sabem dirigir, não tendo, portanto, noção da distância de frenagem. Muitos são desatentos e confiam demais na ação do motorista para evitar atropelamentos. O motorista defensivo deve dedicar atenção especial a pessoas idosas e deficientes físicos, que estão mais sujeitos a atropelamentos. Igualmente, deve ter muito cuidado com as crianças que brincam nas ruas, correndo entre carros estacionados atrás de bolas ou animais de estimação. Geralmente atravessam a pista sem olhar e estão sob alto risco de acidentes.
Faixa de Pedestres - Ao se aproximar de uma faixa de pedestres, sempre reduza a velocidade. Havendo pedestres, desacelere e sinalize com luzes a parada, tomando o cuidado com freadas bruscas para evitar colisões traseiras.
Mundo Automotivo Participe, comente | comentários(1
)
09/06/2009
08:36 "Vem com tudo" no trânsito
O novo quadro da Regina Casé, no programa Fantástico, sobre o que vem com tudo em questão de tendências me fez pensar não somente em vestuário, alimentação, etc, mas também em comportamento.
O que será que “vem com tudo” em relação ao comportamento das pessoas no trânsito?
Será que estamos preparados para um colapso no trânsito nas grandes cidades brasileiras, previsto para daqui 4 ou 5 anos? Seremos capazes de mudar nosso hábito de dirigir para o de usar o transporte coletivo com mais frequência?
Será mesmo que a tendência é deixar o nosso carro em casa e usar bicicleta, andar a pé, aproveitar a carona no veículo de um vizinho?
E quanto aos pedestres, será mesmo que estamos mais atentos ao trânsito, evitando colocar-nos em perigo nas travessias de rua?
Estamos realmente ensinando nossos filhos sobre os perigos reais do trânsito e que exemplo damos a eles no nosso dia-a-dia?
Quando se fala em moda, seja de vestuário, alimentação ou gírias, parece que a mídia em geral consegue influenciar as pessoas de uma maneira muito mais efetiva. Basta sair às ruas e observar as pessoas. Porém quando o assunto é comportamento cidadão parece existir muito mais resistência, mesmo compreendendo que atitudes seguras podem salvar a vida das pessoas no trânsito.
Bom, deixo pra você, internauta, comentar sobre o que “vem com tudo” no trânsito de sua cidade.
Érica Nickel, no Portal do Trânsito Participe, comente | comentários(4
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29/05/2009
09:10 Medo de dirigir
Reza a lenda que o cão é o melhor amigo do homem. Hoje, Isabel Cristina Moraes Gonçalves, 36, tem certeza disso. Por causa de sua cadela Tawny, 1, a bacharel em direito criou coragem para enfrentar o Fiat Palio zerinho que mofava havia dois anos na garagem. O motivo? Medo de dirigir. "Não era medo, era pânico. Só de pegar a chave do carro eu sentia calafrios, tremia", conta.
Até que, há um mês, ela se superou e fez a viagem da vida dela. "Fui de Santo Amaro (zona Sul de São Paulo) à zona leste de uma só vez. Encarei aquela (avenida) 23 de Maio, a Radial Leste... Ainda voltei à noite", conta, orgulhosa, ao lado de sua lhasa apso, que então fora ao veterinário.
Gonçalves é apenas uma de cerca de 2 milhões de pessoas habilitadas que têm medo do volante. Segundo o Detran/DF, 6% das pessoas com carteiras B e AB evitam dirigir.
Destas, 70% são mulheres entre 30 e 60 anos. Por isso o Detran/DF criou um curso na Escola Pública de Trânsito, que diz aumentar a confiança dos motoristas. A escola, porém, não fornece carro para testes práticos, o que acontece em algumas escolas particulares de São Paulo.
A Dirigindo Bem, por exemplo, alia a psicoterapia a aulas de rua, progressivamente. Segundo a psicóloga da escola Karin Durante, há diferentes tipos de fobia no trânsito.
A mais comum --e fácil de tratar-- é o medo de dirigir e de "domar" o carro. "Ele pode ser motivado pela falta de prática de motoristas que têm a carteira e não dirigem ou ainda por um acidente, mesmo que a pessoa não tenha sido a culpada", explica a psicóloga.
Em casos mais graves, a fobia pode ser específica. "Há alunos que têm medo e não passam em ponte ou túnel, por exemplo", diz Isa de Barros, psicóloga da Escola Pública de Trânsito, de Brasília. Nesses casos, o tratamento pode levar até um ano.
Os dois exemplos, diz Barros, são motivados por excesso de ansiedade. É o caso de Antônio Marcos Evangelista, 32. Ele sonha em ter um carro e passear com a família nos finais de semana, mas, antes de superar a dificuldade financeira, precisa controlar as mãos.
"Fico tremendo e a mão sua quando estou dirigindo e passo ao lado de um ônibus", diz. Pura ironia do destino. Durante oito horas do dia, ele trabalha exatamente dentro de um ônibus, como cobrador. Em geral, o caminho natural do cobrador é ser promovido a motorista. "Nem pensar. Hoje, não guio direito um carro pequeno, vou encarar um ‘busão’ [ônibus] gigantesco?".
Ele já enfrentou três sessões de psicanálise e está na sétima aula da escola para habilitados. Quando chegar à 30ª, vai ver que dirigir não é um bicho de sete cabeças. Bem, talvez guiar um ônibus em São Paulo seja.
(PUBLICADO NA FOLHA DE S. PAULO) Participe, comente | comentários(4
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